As maneiras de conjurar o destino são muitas e quase todas vãs. O fato é que nunca temos certeza, apostamos em dois cavalos e nos arriscamos a perder em ambos. Há ocasiões tão funestas que quando de um lado nos chove, do outro nos faz vento. Nascemos, e neste momento é como se tivéssemos firmado um pacto para toda a vida, mas o dia pode chegar em que nos perguntemos: – Quem assinou isto por mim?
A todos a vida dá tudo, mas a maioria ignora. Os místicos invocam uma verdade, uma luz, um amanhã. Dessas metáforas nenhuma me serve. No curso do tempo fui muitos, a ruína não me magoa. Eu previra o fracasso e ele entrara à cavalo no cômodo das minhas possibilidades.
Quando o homem amadurece, está pronto para se defrontar consigo mesmo. Se escreve para distrair-se ou joga um xadrez solitário, quando quer se mata. Dono de sua vida, o homem também o é de sua morte.
Esqueci de anotar os nomes dos livros de onde psicografei estes excertos. Os autores são Saramago e Borges, o primeiro português e o segundo argentino. É claro que vocês sabem disso, né? E fica o desafio: a que livros pertencem as frases soltam que foram juntadas para formar este pequeno texto?