Do fim daquele verão, lembro-me como de um pesadelo. As casas pareciam estranhamente profundas, silenciosas e fechadas sobre seus moradores. Parecia que meu coração havia parado de bater. Kacki partiu, deixou aquela casa e aquele verão.
Kacki nos oferecera o presente suntuoso de nos deixar uma enorme chance de acreditar num acidente. Este presente que seríamos fracos o bastante para aceitar.
Depois de algum tempo, pudemos falar sobre ele num tom normal, como um ser querido com quem convivemos por alguns anos, mas que Deus chamara a si.
Escrevo Deus, mas não acreditávamos em Deus. Já era uma dádiva naquelas circunstâncias acreditar em acidente.
Versão bem compacta de Bom dia tristeza de Françoise Sagan
Texto criado com frases tiradas do livro