José Claisson Aléssio

   Como isso se deu, não sei bem, mas um dia pareceu-me claro que eu deveria ser artista, pintor. Tendo na mão uma pequena mala de roupa e, no coração, uma vontade imperturbável, viajei para Viena. Em pouco tempo percebi que não seria possível a realização do meu sonho. Creio que os que conviviam comigo naquele tempo tinham-me por um tipo esquisito. O fato se ser pobre, de não possuir recursos financeiros, parecia o menos; mais difícil era a circunstância de pertencer a categoria dos desconhecidos, um entre milhões, que o acaso deixa viver ou arranca da vida sem que o mundo tome o menor conhecimento. A tudo isso se juntava a dificuldade proveniente da minha falta de instrução. A chamada intelectualidade vê com infinito desdém todo aquele que não passou pelas escolas oficiais. Nunca se pergunta: que sabe o indivíduo?, mas, sim, que estudou ele? Para essas criaturas "cultas" mais vale a cabeça oca, que vem protegida por diplomas. Viena vale para mim, infelizmente, como uma viva lembrança dos mais tristes tempos da minha vida. Ainda hoje, essa capital só desperta em mim pensamentos sombrios. cinco anos de miséria e sofrimento, eis o que significa a minha estadia nessa cidade. Cinco anos em que, primeiro como ajudante de operário, depois como aprendiz de pintor, vi-me forçado a trabalhar pelo pão cotidiano, mesquinho pão que nunca bastava para saciar a minha fome habitual.  

     Eu não sei naqueles tempos o que mais me horrorizava, se a miséria econômica dos meus camaradas, se sua grosseria espiritual e moral ou o nível baixo de sua cultura. Quanto mais tempo eu permanecia em Viena, mais aumentava em mim o ódio contra a estranha mistura de raças que começava a corroer aquele velho centro cultural alemão. Odiava o conglomerado de raças e acima de tudo aquela excrecência desses cogumelos presentes em toda parte -- judeus e mais judeus.

     Nesse tempo, abriram-se-me os olhos para dois perigos que eu mal conhecia: marxismo e judaísmo.

    Levado pelas lições da experiência de todos os dias, comecei a pesquisar as fontes da doutrina marxista. A atual democracia do ocidente é a precursora do marxismo. Ela ofereceu um terreno propício no qual consegue desenvolver--se a epidemia. Ninguém, a não ser um  judeu, pode estimar uma instituição que é tão suja e falsa quanto ele próprio. A lei da democracia parece mais sagrada para esses doutrineiros do que o bem  de uma nação. Seu objetivo real não está expresso nas linhas, mas oculto nas entrelinhas. A finalidade última do marxismo é e será sempre a destruição de todas as nacionalidades não judaicas. Com uma grande habilidade preparam a opinião pública, formando dela o instrumento de combate para o futuro da sua causa. Não precisamos dizer mais nada sobre os mentirosos jornais marxistas. Seu único objetivo é quebrar as forças de resistência da nação. Nisso está  a diferença entre a imprensa marxista e a burguesa. Os jornais marxistas são redigidos por agitadores, enquanto a imprensa burguesa é redigida por intelectuais. O marxismo aparece como a tentativa dos judeus para enfraquecer o princípio da personalidade e substituí-lo pelo prestígio das massas

     Em Linz havia muito poucos judeus. Com o decorrer dos séculos, o aspecto dos judeus se havia europeizado e ele se tornara parecido com gente. Eu não pensava absolutamente na existência de um plano regular de combate aos judeus.  Que eles não eram amantes de banhos podia-se assegurar pela simples aparência. Infelizmente não raro se chegava a essa conclusão até de olhos fechados. Muitas vezes senti náuseas ante  o odor deses indivíduos vestidos de caftan. A isso se acrescentem as roupas sujas e a aparência acovardada e tem-se o retrato fiel da raça. O judaísmo provocou forte repulsa quando consegui conhecer suas atividades na imprensa, na arte, na literatura e no teatro. O sentido geral dos seus escritos era tão evidentemente depreciador de tudo quanto era alemão, que não se podia deixar de ver nisso uma intenção deliberada. O judeu é que apresenta maior contraste com o ariano. Nenhum outro povo do mundo possui um instinto de conservação mais poderoso do que o chamado "povo eleito". O judeu é um parasita incorporado ao organismo dos outros povos. O fato de ele continuar a se espalhar pelo mundo é um fenômeno próprio a todo parasita; este anda sempre à procura de novos hospedeiros para fazer prosperar sua raça. Torna-se tão ordinário na sua vulgaridade que ninguém se deve admirar que entre o nosso povo a personificação do diabo como o símbolo de todo o mal tome a forma do judeu em carne e osso. O Estado judaico nunca teve fronteiras, mas era unido pela raça. Por isso aquele povo sempre foi um Estado dentro do Estado. A religião mosaica nada mais é que uma doutrina para a conservação da raça judaica. Os maiores conhecedores das possibilidades do emprego da mentira e da calúnia foram, em todos os tempos, os judeus. Por meio de  uma propaganda inteligente e constante, fazem crer que o céu é inferno e, inversamente, que a vida mais miserável é o paraíso.

    Eu via nessa propaganda um instrumento manejado, com grande habilidade, justamente pelas organizações sociais comunistas. Compreendi que a aplicação adequada de uma propaganda é uma verdadeira arte. Comecei então a refletir sobre a propaganda e sobre as suas formas mais úteis. Esse falseamento certamente tinha suas vantagens para aqueles que o propagavam. A propaganda sempre terá de ser dirigida à massa. O fim da propaganda é chamar a atenção sobre determinados fatos, necessidades. Toda propaganda deve ser popular, seu alcance consiste na compreensão da mentalidade e dos sentimentos do povo. A capacidade de compreensão do povo é muito limitada, a capacidade de esquecer é grande. Assim a propaganda deve se restringir a poucos pontos. Esses devem ser valorizados com estribilhos, até que o último indivíduo consiga saber exatamente o que representa esse estribilho. A persistência é a primeira e mais importante condição para o êxito. Quem quiser conquistar as massas deve conhecer a chave que abre as portas para o seu coração. Essa chave não se chama objetividade. O que ela quer é a vitória do mais forte e o aniquilamento doo fraco ou a sua rendição incondicional. A disposição do povo nada mais é do que  o resultado daquilo que de cima se despeja na opinião pública. Para que uma propaganda seja eficiente é preciso que ela tenha um objetivo definido e que se dirija a um determinado grupo. A vitória de uma ideia será mais fácil quanto mais intensa for a propaganda. O primeiro dever da propaganda consiste em conquistar adeptos, o segundo é a destruição  do atual estado de coisas e a disseminação da nova doutrina. Ninguém morre por aquilo que não crê. Da regra geral quase ninguém escapa. 

   A psique das massas é de natureza a não se deixar influenciar por meias-medidas, por atos de fraqueza. Assim como as mulheres, também as massas gostam mais dos que mandam do que dos que pedem e sentem-se mais satisfeitas com uma doutrina que não tolera nenhuma outra do que com a tolerante largueza do liberalismo.  É preciso que se diga às naturezas fracas que se trata de uma luta de vida ou de morte. A opinião pública da massa é o resultado final do trabalho, às vezes incrivelmente árduo e intenso, da inteligência humana. O povo na sua grande maioria, é de índole feminina tão acentuada, que se deixa guiar, no modo de pensar e agir, menos pela reflexão do que pelo sentimento. Esses sentimentos, porém, não são complicados, mas, simples e consistentes. Não há grandes diferenciações. São ou positivos ou negativos: amor ou ódio, verdade ou mentira. Nunca o meio termo. As massas nunca inventem, nunca organizam, ou pensam por si. No início de tudo está sempre uma atividade individual. elas são naturalmente preguiçosas e, por isso,  inclinadas a conservar os seus hábitos antigos. Assim, um escrito que visa um determinado fim, na maioria dos casos, só é lido por aqueles que já possuem a mesma orientação do autor. Essa situação mental é sempre a consequência da incerteza das coisas. As grandes massas da nação não consistem de filósofos. A fé para elas é a única base para a sua vida moral. 

   Uma doutrina universal é sempre intolerante. por esse motivo, não se pode tolerar a continuação de uma força representando a situação anterior. O mesmo acontece com as religiões. O cristianismo não se satisfez em erigir os seus altares, mas viu-se na contingência de proceder à destruição dos altares dos pagãos. Na realidade, não se pode servir a dois senhores, sendo que eu considero a fundação ou destruição de uma religião muito mais importante do que a fundação ou destruição de um Estado, quanto mais de um partido. Não raramente surge o caso da existência de poderosos preconceitos, que não vem da razão, mas ao contrário, são na maior parte inconscientes e com base apenas nos sentimentos. A ignorância, falsas concepções, podem ser removidas por argumentos, a obstrução oriunda do sentimento; nunca. O mais lastimável, porém, é o prejuízo ocasionado pela utilização das convicções religiosas para fins políticos. Dessa e de outras causas surge a pusilaminidade como consequência fatal. Quem conhece os homens, compreende que em sociedade ninguém quer ser o mais tolo e, em certos círculos, honestidade é sempre sinônimo de estupidez.

   Mas é do destino dos tolos nunca alcançarem sossego. O jogo recomeça e repete-se inúmeras vezes, até que o pavor ante os monstros selvagens provocam uma significativa imobilidade. A arte de todos os grandes condutores de povos consiste em não dispersar sua atenção, mas em concentrá-la em um único adversário. Isso fortalece´a fé no próprio direito e a irritação contra o inimigo.

     Não se deve misturar com o mais fraco sacrificando assim a grandeza própria.

   O ariano sacrificou a pureza do sangue, perdendo assim o lugar no Paraíso que ele mesmo tinha preparado. A história do mundo é feita pelas minorias. O mundo pertence aos fortes, aos decididos, não aos tímidos. a liberdade individual deve ceder lugar à conservação da raça. Uma coisa não se deve e não se pode esquecer: a maioria jamais pode substituir o homem. Ela é sempre a advogada não só da estupidez, mas também da covardia, e, assim como, cem tolos reunidos não formam um sábio, uma decisão heroica não é provável que surja de um cento de covardes. Está também no interesse da nação que se chegue à formação de corpos perfeitos, a fim de se criar um novo ideal de beleza. Deve-se providenciar que só pais sadios possam ter filhos. Só há uma coisa vergonhosa: é que pessoas doentes ou com certos defeitos possam procriar, e deve ser considerada uma grande honra impedir que isso aconteça. A preocupação principal na educação das mulheres é formar futuras mães. Só em segundo plano o Estado nacionalista tem de promover a formação do caráter.




Versão compacta de Mein Kampft de Adolf Hitler

Texto criado com frases tiradas do livro